CET dá R$ 10 mil a projeto

CET dá R$ 10 mil a projeto 

Aplicativo vencedor foi apelidado de #OLuluDosMotoristas.
Maratona de hackers reuniu 15 equipes no fim de semana.

Do G1 São Paulo
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Símbolo do aplicativo e uma das suas telas de uso (Foto: Reprodução/Divulgação)Símbolo do aplicativo e uma das suas telas de uso (Foto: Reprodução/Divulgação)
Uma "maratona de hackers" promovida pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) premiou com R$ 10 mil os desenvolvedores do projeto de um aplicativo que permite denunciar maus motoristas. Ao todo, 40 equipes se increveram, mas apenas 15 foram selecionadas para participar da "Hackatona da CET" realizada no domingo (23).
O campeão foi o projeto de um aplicativo colaborativo que dá notas aos motoristas e faz críticas sobre o modo de condução. A ideia de criar um programa para informar como os motoristas dirigem é da equipe "Mil Diálogos", composta por Amanda Letícia, Gui Bueno, Jean Marcel Camargo, Leonardo Cabral e Tales Bicudo.
"Como Estou Dirigindo?"
O foco principal do projeto vencedor são os pedestres, segundo Amanda Letícia, integrante do grupo. “Nosso objetivo principal é dar voz aos pedestres, para que eles se manifestem quanto ao trânsito por meio de um processo simples e bem-humorado”, explica Amanda.
Projetado para Android, o aplicativo seria uma forma de classificar o motorista. O pedestre digita a placa do veículo em questão e escolhe as hashtags que melhor expressarem sua opinião. “O sistema enviará junto a esses dados a localização por meio do GPS e a data e hora via 3G”, conta. 
O plano é que os motoristas também sejam encorajados a cadastrar seu veículo no aplicativo, tendo assim a possibilidade de ver sua avaliação. O grupo ressalta que todos os dados, tanto dos pedestres quanto dos motoristas, seriam mantidos em sigilo.
Para evitar que o aplicativo se torne uma ferramenta de punição, Amanda explica que a ferramenta teria meios para impedir isso de acontecer. “A ideia é fomentar a educação no trânsito e jamais estimular a ofensa, o constrangimento e a punição. Criamos hashtags para elogiar os motoristas que nos respeitam enquanto pedestres, e encorajamos que elas sejam utilizadas”. De acordo com Amanda, cada vez que o pedestre utilizar as hashtags positivas, este ganhará pontos que resultarão em novos avatares e features oferecidos pelo aplicativo.
O grupo afirma que pretende levar o projeto à diante. “Queremos aproveitar o estímulo que recebemos ao ganhar a Hackatona para dar continuidade ao projeto”, afirma Amanda. Apesar de não terem um prazo certo, a ideia é de que, quando colocado em prática, o aplicativo seja gratuito.
Antes de um futuro lançamento, no entanto, eles pretendem se reunir com a CET para apresentar novamente o projeto e buscar uma parceria com a Companhia, além de analisarem mais a fundo como seria o processo de implementação.

A CET não tinha previsão de produzir os aplicativos vencedores. Uma das metas da maratona era divulgar os "esforços de abertura de dados da atual gestão e estimular o desenvolvimento de aplicações que melhorem a prestação de serviços aos cidadãos de São Paulo".

Projeto para ciclistas
Em segundo lugar ficou o projeto de um aplicativo com rotas para ciclistas na capital paulista, que mostrasse as vias planas da cidade e as ciclovias. Com o dispositivo, o ciclista conseguia escolher mais facilmente o trajeto a seguir. O grupo BEM OK ganhou R$ 7 mil com essa ideia.
Na terceira posição, ficou o projeto da equipe Bad Request que utilizava dados dos motoristas e da CET para informar as condições de trânsito e a velocidade média nas vias da cidade.O grupo ganhou um prêmio de R$ 5 mil.
O evento, organizado em parceria com a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo(FUSP),  começou na manhã do sábado (22) e teve duração de 28 horas. Ao todo, foram distribuídos R$ 22 mil aos vencedores.
Hackatona do Ônibus
Em 27 de outubro do ano passado, a SPTrans e a Controladoria Geral do Município realizaram, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), um concurso com o propósito de desenvolver aplicativos com o objetivo de criar soluções inovadoras para o sistema municipal de transporte.
Cerca de 60 especialistas se reuniram por cerca de 30 horas para participar da “Hacktona do Ônibus”. Ao final da competição, três equipes foram declaradas vencedoras e os aplicativos “Cadê o Ônibus?”, #TrilhaSP e Insporte foram os ecolhidos, mas não serão lançados pela SPTrans.
Segundo a SPTrans, os aplicativos pertencem aos desenvolvedores e só podem ser colocados em prática caso os mesmos queiram vendê-los, o que não teria ocorrido. No entanto, a empresa afirma que está trabalhando na criação de aplicativos próprios e que estes serão distribuídos quando finalizados.
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Hackatona contou com a participação de 15 equipes (Foto: Marcelo Fortin/ CET)

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